Marcello Mello Franco
Está com alguma dúvida, manda aqui

O que fazer quando o som do seu violino está ruim?





Um dos incômodos de quando comecei a estudar o violino, era o som que eu tirava do instrumento.

É algo assim indefinível, agente não sabe se é porque as notas estão desafinadas, ou porque passamos muito breu no aro, ou pouco breu, ou será que está esticado demais ou frouxo demais, uma loucura!...


Depois de um tempo as coisas começam a melhorar mas, em algumas ocasiões agente ainda escuta uns chiados estranhos...


Qual a solução? - Eu pensava, o melhor mesmo é estudar mais...


Conclusão: Ainda o meu som é ruim...


Quando eu tiver um violino melhor, ou um arco melhor, ou uma corda melhor isso muda...


Será?


Mudei primeiro o arco, depois as cordas e depois o violino...E os chiados ainda estavam lá.


Com o tempo eu fui percebendo que deveria haver outros motivos que pudessem explicar o porquê do som ruim do meu violino.


Lembrei-me de uma técnica que havia aprendido quando estudei violão clássico na UEMG.


O meu professor pediu para que eu fizesse uma análise da mecânica corporal enquanto eu tocava o violão.


Como era isso?


Bem agente tinha que avaliar e investigar todos os movimentos que fazia quando tocava e tentar achar formas mais eficientes de executar as práticas técnicas.


E pensei será que isso também pode ser aplicado no violino?


E sim, pode!


Comecei a avaliar os movimentos compreendidos na condução do arco e foi grande a surpresa de ver inúmeros erros motores, que geravam Padrões Motores que eram a causa daquele resultado sonoro precário.


Depois dessa análise a sonoridade do meu violino melhorou significativamente.


Descrever aqui esses movimentos fica um tanto quanto difícil, e eu tenho postado vários vídeos falando e demonstrando essa técnica nova nas minhas redes sociais.






UM GRANDE ABRAÇO,

Marcello Mello Franco.




Você sabe segurar o arco do violino? Será?!



Você sabia que o motivo de termos tantos problemas na condução do arco está na forma como seguramos ele?

E se eu lhe perguntar: Por que você segura o arco desse seu jeito, você saberia me dizer qual o motivo?

Será que existe uma outra forma de segurar o arco que vai facilitar muito a sua técnica?


BOM! Antes de responder essas perguntas quero lhe dizer uma coisa muito IMPORTANTE!

PREPARE-SE...


NÓS NÃO SEGURAMOS O ARCO DO VIOLINO!!!


Isso mesmo, a ideia de segurar o arco precisa ser eliminada da nossa mente.

Aliás nem o violino nós precisamos segurar, mas isso vai ser tratado em outra postagem.


Toda vez que pensamos em segurar o arco do violino criamos uma contração ou extensão constante que trava os movimentos naturais (padrões motores corretos) que são essenciais para uma técnica saudável e eficiente.

Portanto, elimine essa ideia de segurar o arco.

O que precisamos fazer é apoiar o arco nas cordas e conduzi-lo com uma postura correta da mão esquerda.

O primeiro ponto é deixe a mão relaxada, com as articulações soltas.

Agora vamos indicar para você a forma natural de equilibrar o arco:



Postura Natural da Mão Direita

Na primeira foto veja qual é a posição natural da mão esquerda

Precisamos manter a mão o mais próximo possível dessa fôrma




É neste ponto que o polegar apoia o arco

É neste ponto que o polegar apoia o arco




Para mantermos a mão na posição natural, o encaixe do arco do violino deve ser neste ponto do polegar.

Para mantermos a mão na posição natural, o encaixe do arco do violino deve ser neste ponto do polegar.


Isso fará o polegar trabalhar de maneira mais fisiológica.

Observe agora que o polegar no arco está de forma correta.




Agora, o dedo médio, para manter a posição natural da mão, vai encaixado no arco na direção do polegar.

Agora, o dedo médio, para manter a posição natural da mão, vai encaixado no arco na direção do polegar.




Os demais dedos vão encaixados no arco na seguinte forma.

Os demais dedos vão encaixados no arco na seguinte forma.




Os dedos ficam arredondados ao apoiar o arco.

Os dedos ficam arredondados ao apoiar o arco.




Repare na foto que você pode fazer um exercício de apoiar o arco no ombro e conduzi-lo de forma solta e flexível.


Aprofunde ainda mais assistindo à aula gratuita no YouTube:





UM GRANDE ABRAÇO,
Marcello Mello Franco.

Aula de Violino entre em contato pelo WhatsApp (31) 99669-3854




Você não pode aprender Violino porque seu cérebro é Velho?




A ciência acreditava nisso até os anos 90, o argumento era que o cérebro perdia neurônios durante a vida e assim reduzia a capacidade de aprendizado.


O aprendizado acontece quando um neurônio se conecta com outro, mas se não há neurônios para haver conexão então não temos o aprendizado.

Mas pasmem...


De acordo com uma matéria na revista exame de 2013:


Um estudo feito com cérebros congelados (doados após a morte) de pessoas entre 19 e 92 anos, sob a coordenação de cientistas do Instituto Karolinska, na Suécia.


Constatou que o ser humano pode continuar aprendendo até pelo menos aos 90 anos de idade.

Como se chegou a essa conclusão?


Os cientistas analisaram vários cérebros doados por essas pessoas.


A analise foi feita da seguinte forma.


Conseguiram detectar a idade de neurônios na área do hipocampo fazendo o teste do Carbono 14. Por exemplo se a pessoa nasceu em 1965 mas a idade de um dos seus neurônios foi de 1995 quer dizer que esse neurônio foi produzido posteriormente.


Demonstrou-se que o cérebro humano continua produzindo neurônio na área do hipocampo (responsável pela memória e aprendizado) pelo menos até os 90 anos.


Por consequência o ser humano pode aprender qualquer coisa até os 90 anos.

Essa é uma consequência clara.


Uma outra pesquisa publicada na BBC news em Março de 2019, também traz os mesmos resultados:

Link da publicação - BBC News


Esse estudo, publicado na revista Nature Medicine, analisou os cérebros de 58 pessoas mortas quando tinham entre 43 e 97 anos de idade.


Usou processos diferentes mas, chegou as mesmas conclusões.

Então podemos aprender violino? SIM!


Agora vou contar uma experiência minha que aconteceu nesta época, em que as pessoas acreditavam na limitação do aprendizado do ser humano, anos 90.


Nesta época eu sonhava em aprender violino.


Mas as coisas não eram como são hoje.


Um violino era uma coisa difícil de conseguir, e, um professor, mais difícil ainda.


Então procurei uma escola aqui na minha cidade.


Custei a tomar coragem para ir fazer minha matrícula.


Desenvolvemos uma expectativa assim:


Vou chegar lá e fazer a minha inscrição e começar a estudar, pronto!

Mas não foi isso que aconteceu...


Cheguei, entrei na escola, subi uma escada, virei a esquerda e vi aquele balcão, com uma pessoa sentada protegida por uma parede de vidro.


Então me perguntou:


-Pois não?


-Olá - respondi entusiasmado - Gostaria de me inscrever para fazer o curso de violino!


A pessoa me olhou de baixo para cima e respondeu enfaticamente:

-Não, não. Você já passou da idade de aprender.



Sai dali arrasado


E eu tinha uns 23 anos essa época.


Mas hoje a ciência demonstra o contrário. Nós podemos aprender apesar da idade.


Eu conto essa história com mais detalhes num vídeo meu do Youtube.


E, principalmente, o que eu fiz depois de ouvir aquela negativa! 

O vídeo está aqui embaixo:


Assista a aula gratuita




É isso que eu quis compartilhar com você hoje.


Espero que seja útil para você.





UM GRANDE ABRAÇO,

Marcello Mello Franco.



ANSIEDADE PARA TOCAR O VIOLINO



Antigamente tinha essa vontade:

De ser como Aladim que encontrando uma lâmpada pudesse pedir ao Gênio assim:

-QUERO SER O MAIOR VIOLINISTA DO MUNDO...

E de repente estaria tocando o concerto para violino de Tchaikovsky

Mas a realidade é outra coisa.

Desenvolvemos uma alta expectativa e isso faz com que nasça em nosso sentimento uma excessiva ansiedade.

Passei a dois anos atrás por uma experiência que me ajudou a compreender a ansiedade e melhorou muito a minha forma de encarar o estudo do violino.

Vou te contar a história dessa experiência:

Tenho uma escola que funciona aqui em Belo Horizonte a mais ou menos 10 anos.

Ela fica aqui no Bairro Padre Eustáquio.

No dia 18 de agosto de 2017 eu marquei de fazer uma manutenção na entrada da escola.

Eu só tinha este dia para fazer isso por que estava com a agenda super ocupada, por causa de um evento que teríamos no sábado dia 26/08 .

Era uma sexta-feira.

As 18:30 eu tinha um compromisso e as 15 horas tinha uma aluna de violino, sendo assim, eu teria que começar as 16 horas e terminar no máximo as 18 horas, para ir ao meu compromisso mais tarde.
Você já percebeu que eu calculei errado o tempo, certo?!

Pensa bem eu tinha duas horas para fazer o serviço, tomar banho, depois jantar e só depois sair.

A aula acabou. Troquei de roupa e despejei na entrada um saco de cimento e 20 quilos de areia lavada, precisava recuperar o piso da entrada que estava cheio de buracos e também tampar um buraco no passeio.

Quando vi aquele volume despejado ali e segurando uma pequena espátula (por que essa era a única ferramenta que eu tinha) eu me senti mal.

Era como se um cansaço tivesse se apoderado de mim e fiquei ali imóvel, olhando aquele monte de areia e cimento na porta da escola.

É uma sensação de desânimo total. Só lembrando, eu tinha menos de duas horas para fazer o serviço.
Depois de ficar ali um tempo sofrendo, eu tive uma ideia:

-Pera aí, eu já fiz algo parecido no muro do outro lado a alguns meses atrás. Vou começar aos poucos e seja o que Deus quiser...

Então comecei a jogar água e fazer a mistura, levei num balde um pouco e tampei o buraco no passeio, depois misturei de novo e fui espalhando na entrada.

E PARA MINHA SURPRESA CONSEGUI TERMINAR A TEMPO.

No horário certo estava no meu compromisso e tinha dado tempo de arrumar a escola.

Agora você deve estar pensando o que isso tem a ver com o Estudo de Violino.

Bom! Deixa eu te explicar.

Conversei na semana seguinte com um aluno meu o Ciro, ele é médico e me disse que o que eu tive foi uma leve crise de ansiedade.

Ele me explicou que ansiedade é querer o resultado de algo que está no futuro, agora.

Ele me disse que essa antecipação causa um travamento psicológico, se é certo chamar assim, que nos impede de agir.

Olha que interessante:

Eu já havia passado por isso no violino várias vezes.

Deixa eu explicar:

Você já precisou de estudar uma música nova que tinha que apresentar e que era totalmente diferente daquilo que você já havia estudado?

Aí você pega a partitura e fica ali olhando sem saber o que fazer, fica ali parado olhando para as notas...
Pois isso, no meu modo de entender, é a mesma experiência.

Agente fica ansioso pra caramba, mas não faz nada e fica ali totalmente parado.

E o que agente pode fazer para resolver isso?

Olha vou dizer uma coisa para você esse e-mail já está muito grande.

Então vou colocar um link aqui de um vídeo onde eu conto essa história e depois eu explico como resolver isso.

É só clicar e assistir o vídeo:




Espero que seja útil para você.


Aula de Violino online entre em contato pelo WhatsApp (31) 99668-3854




UM GRANDE ABRAÇO,
Marcello Mello Franco.

Eu preciso colocar as Marcas no braço do meu Violino?



Estava eu lá, entrando na sala para minha primeira aula de violino, que emoção!

É muito bom quando alcançamos um objetivo a muito esperado, o entusiasmo empolga.

E a disposição para o aprendizado é total.

Quantas dúvidas pairavam na minha mente naquele momento...

Mas uma delas era a maior de todas: - Como vou achar as notas no violino?

Você também tinha essa dúvida?

Foi então que o braço do meu violino recebeu as tais marquinhas...interessante.

Depois de alguns meses estudando violino pensei: Será que alguém pode aprender sem marcar o violino?

No fim das contas nunca paramos para analisar se aquela é a única alternativa, apenas aceitamos porque o nosso professor disse ser necessário.

Passei a acreditar que essa era a única forma de praticar a afinação.

Mas o PIOR aconteceu...
Após retirar as marcas eu não tocava violino afinado!!!

Mas porque?...

Eu explico:

Existem dois fatores essenciais que determinam a afinação no violino:
  • A fôrma da mão esquerda;
  • A consciência sonora.

As marcas, tirando as exceções, acabam sendo usadas por nós como muletas que nos impedem de prestarmos atenção no som.
Resultado...
acabamos apenas trabalhando a Fôrma da mão esquerda mas sem trabalhar a consciência tonal.

A capacidade de perceber se a nota está afinada ou não vem da percepção das notas (consciência tonal), eu preciso conhecer antecipadamente o som que vou emitir para julgar se o mesmo esta afinado ou não.

Se eu estudo alheio a essa questão a probabilidade de tocar afinado diminui muito!

Claro que as marcas são úteis e precisam ser usadas quando as aulas são direcionadas às crianças, e o que acontece, na prática pedagógica com crianças, é que elas precisam ouvir as musicas que vão executar para desenvolverem a percepção e assim uma boa afinação. 

Mas para os adultos, como nós, as marcas podem gerar dependência.
Para resolver isso precisamos trabalhar a consciência tonal.
E como se faz isso?
É simples, se eu vou tocar o Minueto 1 de Bach basta que eu ouça alguém tocando afinado até decorar a música, quando eu estiver cantando o minueto de cor (não precisa falar o nome das notas) aí eu já vou saber qual é o som que devo emitir com o violino, isso se chama consciência tonal.
Essa é a forma de buscar uma boa afinação.

Outra forma é estudarmos o solfejo, que é cantar as notas que lemos na pauta. O solfejo nos dá a consciência exata da altura melódica.

Se somos capazes de cantar a musica que estamos tocando nossa afinação melhora bastante.

O segundo fator importante da afinação é desenvolvermos uma boa fôrma da mão esquerda.

O desenvolvimento da mão esquerda precisa de dedicação constante e tempo. E precisa ser treinado em cima de uma boa consciência tonal e de um bom conhecimento da estrutura motora e fisiológica.

Esses assuntos estão amplamente tratados nos vídeos abaixo:





Estudo, dedicação, persistência e perseverança são as qualidades que nos levarão a concretização de Tocar Violino.





UM GRANDE ABRAÇO,
Marcello Mello Franco


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